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Relatório Resumido

Renda Fixa Digital 2026

O guia definitivo sobre a nova classe de ativos que está revolucionando o mercado de crédito privado no Brasil

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1

O QUE É RENDA FIXA DIGITAL E COMO FUNCIONA?

1.1)

O QUE É A RENDA FIXA DIGITAL?

A Renda Fixa Digital combina instrumentos de crédito conhecidos, como certificados de recebíveis, CCBs e notas comerciais com uma camada de registro e operação digital para reduzir ineficiências de acesso, custo, transparência e liquidez.

1.2)

QUAIS SÃO OS TERMOS ESSENCIAIS DA RENDA FIXA DIGITAL?

B

Blockchain (o "cartório digital")

infraestrutura onde transações ficam registradas e auditáveis.

T

Tokenização (o registro)

processo de registrar direitos sobre um ativo real (RWA) em blockchain; o resultado é um token.

T

Token (o "recibo digital")

representação digital dos direitos econômicos vinculados a um ativo real, que pode ser um imóvel, uma ação ou CRI, por exemplo.

S

Smart contract (o contrato autoexecutável)

programa que executa regras do ativo automaticamente de acordo com condições pré-estabelecidas (ex.: pagamento de juros no 5º dia útil de cada mês), reduzindo intervenção manual.

1.3)

POR QUE A RENDA FIXA DIGITAL EXISTE?

Boa parte do universo de ativos de renda fixa ainda depende de processos manuais e de vários prestadores de serviços, elevando custo e atrito e limitando o acesso do investidor a certas oportunidades.

Acesso restrito

Ativos com estruturas mais sofisticadas, como CRIs, CRAs e FIDCs, muitas vezes são concentrados em institucionais ou qualificados.

Baixa liquidez

Vender antes do vencimento pode exigir deságio, dada a dificuldade de se encontrar compradores para tickets altos e os trâmites manuais envolvidos na liquidação.

Custo de estruturação

A necessidade de diversos prestadores para custódia, escrituração e gestão fiduciária encarecem as operações, inviabilizando tickets menores e reduzindo spreads.

Transparência limitada

Dependência de relatórios e conciliações manuais elevam risco de erro e dificultam auditoria.

Burocracia e fricção

Registros desconectados geram reconciliação manual e retrabalho para pagamentos e distribuição de proventos.

1.4)

COMO A RENDA FIXA DIGITAL RESOLVE OS GARGALOS DO MERCADO?

O valor adicionado pelo registro digital de uma operação financeira reside nos ganhos observáveis na cadeia de valor dos ativos.

As vantagens mais comuns são:

Acesso restrito

Fracionamento

Viabiliza entradas pequenas em ativos de alto valor.

Risco operacional e de contraparte

DVP atômico (Entrega vs. Pagamento)

Liquidação simultânea do ativo e do pagamento correspondente.

Custo e burocracia

Smart contracts

Automatizam regras e reduzem retrabalho; pode haver economias operacionais relevantes.

Transparência

Registro imutável

Cria trilha auditável de titularidade e transações, com regras verificáveis.

Ponto de atenção: em geral, a infraestrutura digital não altera o risco de crédito da Renda Fixa Digital. Ela reduz fricções e aumenta transparência, mas o principal risco econômico continua no lastro.

1.5)

COMO A RENDA FIXA DIGITAL FUNCIONA NA PRÁTICA?

Uma oferta de Renda Fixa Digital pode ser decomposta em quatro componentes:

ATIVO

(LASTRO)

o RWA que gera fluxo de caixa, que pode ser um recebível, CCB, nota comercial...

ESTRUTURA

(VEÍCULO JURÍDICO)

o "empacotamento" que transfere direitos aos investidores, incluindo regras pré-estabelecidas sobre prazo, rentabilidade e responsabilidades dos players envolvidos.

TECNOLOGIA

(REGISTRO)

camada que traduz o direito jurídico em registro digital e automatiza regras.

DISTRIBUIÇÃO

(PLATAFORMA)

a prateleira da oferta, com deveres de diligência, onboarding (KYC/suitability/termo de risco) e segregação patrimonial.

1.6)

QUEM REGULA A RENDA FIXA DIGITAL NO BRASIL?

No Brasil, o perímetro regulatório se divide em duas frentes:

  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regula o produto quando a oferta se enquadra como valor mobiliário/contrato de investimento coletivo.
  • Banco Central do Brasil (BCB) regula a infraestrutura quando a plataforma presta serviços com ativos virtuais, como custódia, troca, transferência ou liquidação, com a especial atenção à atuação com stablecoins pela possível caracterização de serviços de câmbio.

No Brasil, a maior parte das ofertas pulverizadas para PMEs opera sob a Resolução CVM 88, que trata do crowdfunding. Operações maiores ou mais complexas tendem a usar a RCVM 160, que rege as ofertas em geral, e a exposição via fundos segue a RCVM 175. Se houver atuação típica de SPSAV (Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Digitais), entra também a camada do BCB.

Este é um resumo dos fundamentos

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QUAIS SÃO OS RISCOS DA RENDA FIXA DIGITAL?

Como analisar riscos em ofertas de Renda Fixa Digital

A análise de riscos da Renda Fixa Digital implica observar seis conjuntos de fatores: crédito, plataforma, registro digital, mercado, regulação e tributação.

Crédito

O que checar

Pagador, lastro, garantias, subordinação

Evidência Mínima

Título e garantias formalizados

Plataforma

O que checar

Governança, custódia, segregação, conciliação

Evidência Mínima

Papéis definidos e política de custódia

Registro digital

O que checar

Rede, smart contract, contingência

Evidência Mínima

Histórico estável e auditoria quando aplicável

Tributação

O que checar

Regime do ativo subjacente e custódia

Evidência Mínima

Documentação que sustente a tese do lastro

2.1)

QUAL O RISCO DE CRÉDITO NA RENDA FIXA DIGITAL?

A plataforma de investimento origina e seleciona ativos. Por isso, o primeiro passo da análise de risco é observar o histórico de inadimplência e capacidade de executar garantias.

Como grande parte dos originadores são PMEs com poucos dados publicamente disponíveis para analisar a sua capacidade histórica de pagamento, é preciso focar nos indicadores de saúde financeira, resiliência do setor, destinação do recurso e LTV (Loan-to-Value, o índice de cobertura da dívida pelo valor da garantia).

Nos casos de inadimplência, a cobrança depende de documentação. Deve-se verificar se o lastro é título executivo extrajudicial (ex.: CCB) e se existe custódia do documento original.

O próximo passo é a análise de liquidez da garantia: quanto maiores as chances de se liquidar o ativo no curto prazo, maior a segurança do investidor.

Em estruturas securitizadas, também é importante validar regras de senioridade, ou seja, o cascateamento de eventuais perdas entre diferentes grupos de investidores.

2.2)

QUAL O RISCO DE PLATAFORMA NA RENDA FIXA DIGITAL?

O primeiro ponto de atenção é a separação de funções. Em muitos casos, a mesma empresa participa de originação, estruturação e distribuição, aumentando o risco de conflito de interesse e de decisões de crédito pouco transparentes. Por isso, a análise começa pela identificação clara de quem faz o quê e quais são os mecanismos de controle e prestação de contas.

O segundo ponto é a custódia, que define como o investidor prova titularidade e como se dá a movimentação do ativo. A estrutura tende a ser mais robusta quando existem regras claras de responsabilidade, trilha de auditoria e controles que evitem movimentações unilaterais.

O terceiro ponto é a segregação patrimonial, que reduz o risco de contágio entre o patrimônio da plataforma e os recursos dos investidores. Na prática, isso depende de contas e carteiras segregadas, rotinas de conciliação e evidências de que os saldos de clientes não se confundem com o caixa operacional.

Por fim, há o risco de descasamento entre o registro digital e a documentação do lastro. A qualidade da operação tende a ser maior quando existe um processo padronizado de conciliação e guarda documental.

2.3)

QUAL O RISCO TECNOLÓGICO NA RENDA FIXA DIGITAL?

O risco tecnológico se concentra em dois elementos: a infraestrutura de registro e o código que executa regras da operação.

No caso da infraestrutura, o que mais pesa é a estabilidade operacional. Redes blockchain com histórico de interrupções, incidentes recorrentes ou concentração excessiva de validadores elevam o risco de indisponibilidade e de problemas de liquidação. A análise normalmente considera histórico de funcionamento, maturidade do ecossistema e capacidade de suporte.

Quando a operação depende de automação relevante, o risco se desloca para a aderência entre termos jurídicos e execução técnica. Divergências entre o que está no contrato e o que o código executa criam ambiguidade em eventos de estresse. Estruturas mais maduras costumam ter documentação técnica clara, controles de mudança e, quando aplicável, auditoria independente do componente automatizado.

2.4)

QUAL O RISCO DE MERCADO NA RENDA FIXA DIGITAL?

Em Renda Fixa Digital, a liquidez tende a ser limitada por fragmentação: seguindo restrições da própria Resolução CVM 88, cada plataforma forma um "silo" próprio de negociação, não podendo listar ofertas constantes nas demais.

Em ofertas de perfil pulverizado, a negociação subsequente frequentemente se comporta como um ambiente de interesse de compra e venda, sem garantia de execução em preço e prazo. Por isso, a leitura conservadora trata a Renda Fixa Digital como instrumento de carrego até o vencimento.

2.5)

COMO FUNCIONA A REGULAÇÃO DA RENDA FIXA DIGITAL?

A regulação em Renda Fixa Digital segue a lógica da substância econômica. O enquadramento depende do que está sendo ofertado ao investidor (exemplo: certificado de recebíveis), e não da tecnologia usada para registro (a tokenização). Assim, o risco regulatório aparece quando há desalinhamento entre a estrutura do produto e o regime aplicável à oferta.

Na prática, ofertas voltadas a PMEs e pulverização de investidores costumam se organizar sob a RCVM 88, enquanto operações de maior porte e complexidade tendem a se aproximar do regime de ofertas públicas gerais (RCVM 160). Quando o acesso do investidor ocorre via fundos, o enquadramento passa a depender das regras aplicáveis à constituição e funcionamento do veículo (RCVM 175), com responsabilidade reforçada dos prestadores do fundo.

Além disso, pode existir uma camada regulatória ligada à infraestrutura quando a plataforma presta serviços com ativos virtuais, como custódia, troca, transferência ou liquidação envolvendo criptoativos e stablecoins. Nesses casos, segundo as Resoluções 519, 520 e 521 do BCB, aumentam as exigências de controles, rastreabilidade e conformidade operacional.

2.6)

COMO FUNCIONA A TRIBUTAÇÃO DA RENDA FIXA DIGITAL?

O tratamento fiscal tende a seguir o lastro, ou seja, o instrumento econômico a que se tem exposição. Por isso, a primeira etapa é identificar qual é o ativo subjacente e qual regime normalmente se aplica a ele (por exemplo, títulos de crédito e instrumentos de renda fixa com IR retido na fonte e, quando aplicável, tabela regressiva). Em operações estruturadas, também pesa o veículo (securitização, fundos) e quem faz a intermediação, com eventuais afetações sobre retenção, informes e rastreabilidade.

O principal risco aparece quando a operação é tratada como"cripto" de maneira genérica, sem documentação que comprove a natureza do lastro e a relação jurídica entre investidor e ativo. Sem trilha documental e informes consistentes, cresce o risco de divergência de entendimento e de tributação por ganho de capital, além de complicações de declaração.

Resumo

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COMO ESTÁ O MERCADO DE RENDA FIXA DIGITAL EM 2025?

Dados, análises e visão geral do ecossistema

R$ 0,00 BILHÕES

Volume total ofertado em 2025, distribuídos em 614 emissões, com taxa de sucesso de captação de 99,7%.

R$ 0 MILHÕES

Tamanho da maior captação de Renda Fixa Digital em 2025.

A leitura estrutural é de um mercado ainda jovem, com foco relevante em crédito privado e alto yield, e com diferenças marcantes entre operações de varejo e operações institucionais.

3.1)

NOTA METODOLÓGICA E ABRANGÊNCIA DOS DADOS

A base primária usada no mapeamento é o RWA Monitor, com recorte até 31 de dezembro de 2025. A base captura ofertas públicas durante a captação, enquanto emissões privadas ou restritas podem aparecer com atraso, após o encerramento. Também existem plataformas fora do perímetro de monitoramento.

Ainda assim, a amostra é representativa do mercado regulado e permite extrair padrões consistentes de ticket, prazo, indexador, rentabilidade e concentração do ecossistema.

3.2)

DIMENSÃO E ESTRUTURA DO MERCADO

A concentração em operações pequenas reforça o papel de democratização da Renda Fixa Digital: PMEs usam esses veículos para captar com rapidez e eficiência; e os investidores encontram oportunidades de crédito privado que não eram acessíveis anteriormente.

Enquanto isso, dez operações acima de R$ 50 milhões indicam que o público institucional está buscando as vantagens de eficiência e transparência da tokenização como infraestrutura no mercado de crédito privado.

Gráfico 1 – Distribuição das emissões por faixa de ticket

3.2.2) Prazo das Operações

A distribuição de prazos em 2025 mostra preferência por curto e médio prazo em quantidade, com concentração de volume nas operações longas.

  • • 66,7% das emissões tiveram vencimento de até 12 meses.
  • • A faixa de acima de 36 meses representou 14,1% das emissões em quantidade, mas concentrou 53,6% do volume, somando R$ 1,68 bilhão.

Os dados indicam que há uma relação positiva entre prazo e volume: operações maiores tendem a carregar prazos mais longos, enquanto o grande volume de emissões curtas reflete a demanda de PMEs por antecipação de recebíveis e capital de giro.

Gráfico 2 – Concentração do volume financeiro por faixa de prazo

3.3)

INDEXADORES E ESTRUTURA FINANCEIRA

Também na decomposição por indexadores, o mercado demonstra perfis diferentes entre as captações menores e as de padrão institucional.

Emissões pré-fixadas representam 75,3% do total.

Emissões indexadas ao CDI lideram em termos de volume: 53,67%, com R$ 1,78 bilhão, apesar de apenas 18,9% das emissões serem indexadas à taxa.

Essa assimetria se explica pelo perfil: pré-fixados concentram operações menores e curtas; CDI aparece mais em estruturas maiores e de prazo mais longo, demonstrando maior preocupação com os riscos de mercado embutidos em taxas pré-fixadas.

A relação entre prazo e indexador reforça esse padrão:

  • • No segmento de 1 a 3 meses, 98,7% das emissões são pré-fixadas.
  • • Na faixa de acima de 36 meses, CDI sobe para 52,6% e IPCA para 16,7%.

Gráfico 3 – Composição de indexadores por faixa de prazo

3.4)

RENTABILIDADE E RELAÇÃO RISCO-RETORNO

Nota metodológica: a rentabilidade foi estimada para 579 emissões com base no cenário realizado de 2025: CDI de 14,32% a.a., IPCA de 4,83% e variação de USD de -11,77% no ano.

Rentabilidade média estimada

0,00% ao ano

Rentabilidade mediana

0,00% ao ano

Efeito câmbio (USD): emissões indexadas ao dólar tiveram rentabilidade negativa em 2025 (-4,31% em média) por causa da apreciação do real. Esse comportamento é coerente com risco cambial e tende a fazer sentido apenas quando a exposição em moeda estrangeira tem função clara no mandato.

Gráfico 4 – Rentabilidade média por tipo de ativo subjacente

3.5)

ECOSSISTEMA DE TOKENIZADORAS: CONCENTRAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO

O ecossistema é concentrado: os first movers capturam praticamente todo o volume. No recorte varejo (excluindo a Veri, com 68,9% do volume total), Mercado Bitcoin, Zuvia e Liqi concentram 96,9% do montante captado.

A dinâmica competitiva, no entanto, já mostra entrada de novos participantes:

  • Dexcap ganhou relevância a partir de outubro de 2025, acumulando mais de R$ 33 milhões em emissões, com foco em debêntures;
  • Foxbit opera como prateleira de produtos de outras plataformas, ampliando diversificação para a sua base de mais de 1,5 milhão de investidores.

A especialização por plataforma é um traço relevante do mercado. Excluindo-se Mercado Bitcoin e Foxbit, que contam com prateleira diversificada entre múltiplas categorias, as casas têm focado a sua atuação em produtos específicos.

Gráfico 5 – Distribuição do volume (R$) de emissões por tipo de ativo

3.6)

SETORES E SEGMENTAÇÃO POR FAIXA DE RENTABILIDADE

A análise setorial aponta nichos com rentabilidades médias acima da média:

Tecnologia

0,00%

Educação

0,00%

Setor Público

0,00%

Outros setores em destaque são o Financeiro, que apresenta rentabilidade média de 19,55% (representando 73,2% das emissões), o Agronegócio, que aparece com 18,92%, com retornos consistentes para o perfil de garantias típico do segmento.

A segmentação por faixa de rentabilidade organiza o mercado em cinco blocos:

  • High Yield (acima de CDI + 10%): 3,4% das emissões
  • CDI + 5% a CDI + 10%: 29,12%, com rentabilidade média de 21,3%
  • CDI a CDI + 5%: 62,1%, com média de 17,4%
  • Abaixo do CDI: 2,2% das emissões
  • Rentabilidade negativa: 3,2%, concentrada em emissões com retorno atrelado ao USD

Gráfico 6 – Segmentação das emissões por faixa de rentabilidade

3.7)

INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA

A infraestrutura blockchain aparece como escolha estratégica das plataformas, associada a diferentes estruturas de custo e compatibilidade operacional. Em quantidade de emissões, a rede Polygon lidera, seguida por XDC Network e Plume.

Gráfico 7 – Quantidade de emissões por infraestrutura blockchain

Polygon - 228 un
XDC - 150 un
Plume - 144 un
Rootstock - 29 un
XRPL - 24 un
Stellar - 16 un
Moonbeam - 7 un
Chiliz - 1 un
Ethereum - 1 un
Base - 1 un

Para o investidor, a rede costuma ter impacto limitado na experiência final, enquanto lastro e estrutura seguem como as variáveis centrais.

3.8)

EVOLUÇÃO TEMPORAL EM 2025

Em 2025, o mercado ganhou tração ao longo do ano, mas a virada aconteceu no 2º semestre: R$ 2,83 bilhões entre julho-dezembro (84,8% do total), versus R$ 507 milhões até junho.

Outubro foi o principal pico do período, combinando volume e atividade: R$ 1,11 bilhões (≈ 33% do ano) e 87 emissões (≈ 14,65% do total).

Com a aceleração do 2º semestre, o ticket médio mudou de patamar: de R$ 2,34 milhões até junho para R$ 5,6 milhões no ano (R$ 7,5 milhões considerando apenas o 2º semestre). Em conjunto, isso sugere não só mais recorrência de ofertas, mas também maior presença de operações maiores dentro do ecossistema.

Esse padrão é coerente com o mercado tradicional de debêntures, em que o 2º semestre historicamente concentra maior volume de emissões (ANBIMA).

Gráfico 8 – Evolução mensal da quantidade de emissões em 2025

Gráfico 9 – Evolução mensal do volume de emissões em 2025 (R$ milhões)

3.9)

SÍNTESE E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

Para o profissional de investimento, as implicações práticas são claras:

  • (i) cada tokenizadora apresenta especialização distinta em termos de tipo de ativo e perfil de operação;
  • (ii) a diversificação entre tipos de ativo, prazos e tokenizadoras contribui para a gestão de risco do portfólio; e
  • (iii) a faixa de 6-24 meses representa o "sweet spot" entre rentabilidade e prazo.

O mercado de Renda Fixa Digital está passando pela transição entre disrupção inicial e absorção institucional. Os profissionais que dominarem este ecossistema nos próximos 12 a 24 meses estarão preparados para capturar as oportunidades que emergirão com a institucionalização projetada para 2026.

Resumo

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O mapa completo do mercado inclui tabelas detalhadas, análises por segmento, comparativos de plataformas e projeções para 2026.

4

COMO INVESTIR EM RENDA FIXA DIGITAL?

Plano de ação para o profissional de investimentos

4.1)

PARA QUEM FAZ SENTIDO INVESTIR EM RENDA FIXA DIGITAL

Objetivo: Estabelecer critérios objetivos para a alocação de acordo com o perfil e aversão a risco do investidor.

Função no portfólio: renda/carry, diversificação de crédito, alternativa ao crédito privado tradicional, tática de curto prazo ou construção de uma"perna" ilíquida.

Restrições essenciais:

  • • Prazo/duration máximo (ex.: até 12, 24, 36 meses)
  • • Indexadores (CDI/IPCA/pré/FX) compatíveis com a tolerância à volatilidade
  • • Liquidez (hold-to-maturity por padrão; exceções só com liquidez comprovada)
  • • Concentração (limite por emissor/originador/setor/ plataforma/estratégia)
  • • Elegibilidade regulatória do investidor (varejo vs qualificado/profissional) e compatibilidade com o regime de oferta
4.2)

COMO ESCOLHER UMA PLATAFORMA DE RENDA FIXA DIGITAL

Objetivo: reduzir o risco operacional e de plataforma das aplicações em Renda Fixa Digital.

A curadoria é baseada nas respostas para perguntas que se organizam em quatro pilares:

Compliance e enquadramento

Qual o regime de oferta mais típico e como a plataforma cumpre deveres informacionais.

Governança e responsabilidades

Quem faz o quê (originação, análise, formalização, custódia, cobrança, recuperação).

Controles operacionais

Segregação de recursos, trilhas de auditoria, conciliação entre "registro digital" e documentação do lastro.

Histórico e transparência

Indicadores de performance (quando existirem), padrões de relatório e postura em eventos de estresse.

4.3)

COMO ENCONTRAR OPORTUNIDADES DE RENDA FIXA DIGITAL

Objetivo: transformar uma prateleira grande em uma lista curta de oportunidades comparáveis.

Os principais critérios para exclusão de produtos leva em consideração:

  • • Mandato: prazo, indexador, liquidez e concentração.
  • • Disclosure mínimo: lâmina clara, documentação do lastro/estrutura, regras de pagamento, garantias, papéis e responsabilidades.

Regras de exclusão:

  • • Lastro sem clareza verificável
  • • Garantias sem formalização/execução minimamente endereçadas
  • • Estrutura com dependências críticas não explicadas (ex.: quem executa o quê no evento de estresse)
  • • Prêmio de risco incompatível com as informações constantes no material da oferta
4.4)

COMO ANALISAR UM ATIVO DE RENDA FIXA DIGITAL

Objetivo: consolidar as informações sobre crédito, estrutura, operacional e tecnologia em linguagem pronta para aprovação em comitê.

As quatro camadas de análise levam em consideração:

Crédito/lastro

  • • Quem é o devedor e o que indica o seu potencial de bom pagador
  • • Destino dos recursos e alinhamento de incentivos
  • • Sinais de risco: concentração, dependências, sazonalidade e histórico

Estrutura e garantias

  • • Qual instrumento/veículo e quais direitos o investidor tem
  • • Senioridade/subordinação, gatilhos e eventos de vencimento antecipado, quando aplicáveis
  • • Garantias: formalização, suficiência, executabilidade e liquidez realista

Operacional

  • • Fluxo de pagamentos (datas, amortização, juros, waterfall)
  • • Cobrança, repasse, conciliação e prestação de contas
  • • Plano de ação em atraso/default: responsabilidades, prazos e documentação

Regulação/tributação

  • • Qual o enquadramento da oferta (ex.: RCVM 88, RCVM 160 ou RCVM 175)
  • • Premissa tributária conservadora para comparar retorno líquido com alternativas tradicionais
4.5)

COMO OPERAR COM RENDA FIXA DIGITAL NA PRÁTICA

Objetivo: operacionalizar sem surpresas e manter governança até o vencimento.

Execução:

  • • Confirmar suitability/termo de risco, custos, condições de liquidação e regras de cessão/resgate
  • • Começar com tamanho menor
  • • Diversificar por plataforma/originador
  • • Tratar como hold-to-maturity por padrão

Monitoramento:

  • • Pagamentos (juros/amortização) e pontualidade
  • • Indicadores de lastro quando houver (inadimplência, concentração, variações relevantes)
  • • Eventos de crédito e comunicações oficiais
  • • Sinais operacionais (atrasos recorrentes, mudança de política, piora de suporte)
  • • Documentação fiscal/relatórios para fechamento de declaração
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QUAL O FUTURO DA RENDA FIXA DIGITAL?

O que esperar do mercado em 2026 e além?

Em 2025, a Renda Fixa Digital consolidou escala e padrões mais claros de oferta. O mercado mostrou dois blocos convivendo no mesmo ecossistema: um núcleo de operações menores, frequentes e de curto prazo, e um conjunto reduzido de operações grandes que concentra parte relevante do volume.

A liquidez, no entanto, permaneceu limitada na maior parte dos casos, mantendo o carrego até o vencimento como premissa dominante.

Em 2026, quatro vetores tendem a orientar a evolução do mercado:

Regulação e Padronização

O amadurecimento do regime aplicável à maior parte das ofertas, com maior clareza de enquadramento e deveres informacionais, tende a elevar a comparabilidade entre operações e reduzir assimetrias de informação.

Infraestrutura e Compliance

A consolidação de exigências sobre controles, segregação e rastreabilidade tende a aumentar a barreira operacional e reduzir o espaço para estruturas frágeis.

Institucionalização via Veículos

O crescimento do acesso por fundos e mandatos profissionais tende a elevar o padrão de diligência, governança e documentação, aproximando parte do mercado de práticas do crédito privado tradicional.

Mecanismos de Negociação Subsequente

A expectativa é de melhorias pontuais de liquidez dentro de plataformas, embora sem transformar Renda Fixa Digital, por padrão, em ativo líquido.

Esses vetores sugerem uma composição mais orientada a operações maiores, com maior presença de indexadores como CDI em volume e maior especialização por plataforma. Para o profissional de investimento, o diferencial continua sendo processo e governança para garantir a atuação segura com o novo universo de ativos.

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